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Jesus no Litoral na Ilha do Marajó/PA
Queremos partilhar com você um pouco do que vivemos, por isso abaixo vai testemunhos de alguns missionários.
Temos vivido tempos desafiadores e até mesmo tempos difíceis, porém tempo de grande poder no Espírito Santo. O mesmo Espírito tem impelido a busca do novo, a mergulhar em águas mais profundas, a navegar em águas diferentes e foi nessa inspiração que Dom Azcona motivou no Cenáculo Diocesano de 2013 a um chamado diferente de tudo aquilo que já havíamos presenciado. Uma experiência de missão numa realidade totalmente inusitada para nós paranaenses, um pedido a missionar do próprio Senhor a nós.

Alguns servos aceitaram o convite do Senhor para fazerem missão em terras marajoaras. Dos dias 09 a 20 de julho onze missionários da Diocese de Jacarezinho/PR e também duas missionárias da Diocese Francisco Beltão-Palmas/PR adentraram o Pará para dedicarem esses dias aos irmãos necessitados desse abençoado Estado. Foram eles:

Diocese da Jacarezinho:
São José da Boa Vista: Marcio Silva
Wenceslau B: Rafael e Batista
Joaquim Távora: Karuana
Guapirama: Daniele
Ribeirão do Pinhal: Eva, Rosangela e Stéfane
Andirá: Silvia, Nilcéia e Grazielle

Diocese de Francisco Beltão/Palmas

Francisco Beltão: Dayane
Barracão: Alice

Deus surpreendeu grandemente e em todos os sentidos a todos nós. Foram dias intensos com nossos irmãos na presença do Senhor. Momentos de orações, evangelização que ficará eternizado em nossa história.

Queremos partilhar com você um pouco do que vivemos, por isso abaixo vai testemunhos de alguns missionários. Que Deus nos abençoe e nos faça arder cada vez mais por amor a Jesus, pela missão!

TESTEMUNHO 1

“Irmãos meu coração se alegra em poder partilhar com vocês o que vivi nesses dias no Marajó, foram tantas alegrias, tantos momentos marcantes, tantos encontros com o Cristo, que nem eu mesma acredito. Mas enfim, meu testemunho se inicia antes da ida para Belém. Eu desde 2012, quando conheci o projeto tinha um desejo muito grande de estar ai, me lembro das palavras do Dom Azcona, no Congresso Mundial de Jovens da RCC de 2012 e lembro também que ao ouvi-lo meu coração se encheu de tristeza e pensei que eu nunca teria a oportunidade de fazer nada por aquele povo e que o que eu poderia fazer era na comunhão daquela missa, comungar por todos aqueles que sofrem e não tem se quer a chance de participar do banquete Eucarístico. Então desde ai o meu coração se inquietava a cada vez que ouvia falar da tal ilha, e quando soube que a Diocese de Jacarezinho iria mandar missionários para lá, logo dei meu nome e lutei para ir, porém irmãos nesta fase da minha vida eu estava passando por um vazio espiritual muito grande, há tempos que eu orava e não sentia a presença do Senhor e assim minha vontade de orar cada dia se tornava menor, muita opressão eu senti nos meses antes da viagem, tive por muitas vezes motivos para desistir, motivos profissionais, familiares... Mas eu persisti e fui, quando entrei na van que levaria os onze missionários da Diocese para São Paulo, o primeiro sentimento que veio em meu coração foi de medo e de indignidade, eu pensava que muitas pessoas eram mais merecedoras que eu de estar ali. Foi logo quando na nossa oração antes da saída da van, a Grazi partilhou conosco os seguintes versículos “Por fim apareceu aos ONZE, quando estavam sentados á mesa, e sensurou-lhes a incredulidade e dureza de coração, por não acreditarem nos que o tinham visto ressuscitado. E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda a criatura. Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado. Esses milagres acompanharam os que crerem: expulsaram os demônios em meu nome, falarão novas língua, manusearam serpentes e se beberem, algum veneno mortal, não lhes fará mal; imporão as mãos aos enfermos e serão curados”. (Mar. 16, 14-18). Ah irmãos como tocou meu coração esta passagem, e queridos foi exatamente isso que vivi no Marajó. Eu vi realmente prodígios e milagres acontecerem lá, vi Cristo por muitas vezes no olhar de vocês que nos acolheram com tanto amor, sim é essa a palavra AMOR, me senti amada de todas as maneiras ai, na dedicação de vocês, na preocupação com o tal calor paraense, com nossa alimentação... Com o cafezinho preto! Rs. Queridos eu tive a oportunidade de ver ai que o mundo ainda tem jeito, que ainda existem pessoas de bem que dão tudo pelo outro, mesmo muitas vezes não tendo muita coisa. E Deus me mostrou o quanto eu sou preciosa aos olhos dele e que sim, ele tinha um plano muito maior em minha vida me enviando para o Pará! Eu que nunca havia pregado, preguei ai... Deus me levou realmente a águas profundas. Meu maior testemunho foi na noite que tivemos folga, eu e duas colegas paranaenses combinamos que não íamos dormir aquela noite, pois chegamos tarde ao alojamento e no outro dia íamos ter que acordar muito cedo para ir para Belém, combinamos de ficarmos arrumando as malas e orarmos um pouco depois, ah mais Deus tinha outro propósito para nós, foi quando algumas meninas foram no nosso quarto nos convidas para um grupo de oração que se iniciariam dali a pouco, logo pensamos: - Bora lá! Rs... Reunimos-nos em umas oito meninas e iniciamos o grupo com uma dinâmica, com o intuito de nos apresentarmos e conhecermos melhor, isso já era próximo da uma da manhã, quando faltavam apenas duas pessoas para se apresentar, um das irmãs presente começou a partilhar sobre a sua vida, que não havia sido fácil, com vários traumas de infância e muita falta de perdão, seu tesmunho foi realmente comovente e todos nós nos sentimos tocadas a cada palavra que ela partilhava, ao fim uma das meninas (serva de cura e libertação) propôs que orássemos por essa irmã, amados foi um momento muito forte, sentimos realmente que esta era uma grande batalha espiritual, após muita oração e momentos profundos naquela sala uma das irmãs teve como moção uma musica que nós nunca havíamos ouvido antes, realmente movida pelo espírito, essa musica finalizou nosso momento de oração, nos dando a chave da vitória na vida daquela moça tão ferida por toda uma história de dor e lagrimas, isso já era próximo a hora da misericórdia, finalizamos com o terço e com muita alegria no coração, sem duvida alguma foi Deus que nos reuniu naquela noite, pois queria dar a libertação aquela irmã. Esse foi um dos testemunhos que presenciei ai, mas sem dúvida houve muitos outros, a visita ao sopão foi incrível, conhecer os ribeirinhos encheu meu coração de alegria e com toda certeza foi eu quem aprendi muito com eles. Quero finalizar irmãos agradecendo por tudo que fizeram por nós e dizer que minha vida teve um marco de antes e depois da missão Marajó! Contem sempre com minhas orações! Deus os abençoe e até Breves! RS”

Karuana Bordignon
Joaquim Távora

TESTEMUNHO 2

“Na Missão no Marajó enquanto acontecia as missões Deus foi moldando meu coração, e isso foi me modificando, a olhar com mais carinho e cuidado para seus filhos.
Mas quando chegamos em Jubim logo a primeira casa, que fui evangelizar, era de uma senhora muito humilde, estava chovendo e ela nos acholheu super bem, e nesse momento ela ofereceu café sendo assim tirando o alimento do qual ela venderia na praça aquela noite. Quando chegou a noite, encontrei com ela que foi nos levar polpa de fruta, e isso me tocou de uma certaa forma, pois muitas vezes temos tudo e não oferecemos nada a ninguem, e nem olhamos para aqueles que precisa, e ela tirou do que tinha, para seu sustento e deu com maior carinho para quem levou a ela uma palavra de amor. E quando chegamos em Breves, nas casas ribeirinhas, o que me emocionou muito foi aquela comunidade que memos passando anos sem receber o corpo de Cristo, tem uma fé grande e faz um grande esforço para estar na presença de Deus, e nós muitas vezes moramos colados com a igreja e não procuramos essa maior intimidade com Deus, e as crianças do sopão que esperam horas e dias para se alimentar, muitas vezes sendo aquele seu unico alimento.
Tudo isso pra mim foi crescimento, onde aprendi a ter um maior cuidaddo com os meus irmãos, e uma busca maior ainda de Deus.”

Daniele Luiza Rocha
Guapirama

TESTEMUNHO 3

“Nesta missão Jesus no litoral na Ilha de Marajó nesses dias que passamos lá, teve momentos de muita alegria e cansaço também, mas muito amor para com as pessoas daquela local. Vivi momentos que me marcou muito, mas tem um que eu não esqueci uma família evangélica, oramos juntos, sei que eles estava meio desconfiados, mais logo eles fora entrando em oração um deles que era missionário vendo que a gente fazia se surpreendeu e nos deu força e disse: continuem, vocês católicos estão fazendo um trabalho que nunca tinha visto. Foi maravilhoso viver tudo isso.”

Batista
Wenceslau Braz

TESTEMUNHO 4

“Ouvi sua voz chamando meu nome, não resisti...”De fato é impossível resistir a voz do Senhor. Quando se diz o SIM a Ele é impossível imaginar o que nos aguarda, diante disso há uma única certeza: Deus sempre surpreende!
A missão na Ilha do Marajó superou qualquer expectativa que eu pudesse ter, porque Deus nesses dias de missão me deu infinitos presentes espirituais, muitas alegrias, amigos e principalmente muito amor!
“...segui seu perfume, até te encontrar, como és encantador, oh meu Amado”...Encontrei-me com o Senhor nos olhos e nas orações dos missionários marajoaras, no acolhimento de meus irmãos paraenses, que mesmo não tendo quase nada pra ofertar nos deram aquilo que de mais precioso possuíam: o amor! Como me senti querida nesses dias, percebi nos detalhes os cuidados dos irmãos por nós!
“Ah eu vou além, com Deus eu vou, anunciar, não temei”...Sentimos muito a diferença climática em nosso corpo. Dores de cabeça, diarréia, algumas horas no Ponto Socorro com direito a soro na veia, mal estar diversos, mas nada disso foi barreira para nos impedir de prosseguir. O ardor missionário era grande, o desejo de ver Jesus conhecido e amado era muito maior e era o que nos impulsionava para continuar nossa missão e mesmo doentes não ouvi nenhuma reclamação.
Os desafios foram muitos, desde o calor, dormir em rede e dentro do navio, visitas as famílias de rabeta (bote ou canoa, como conhecemos por aqui) e barcos, a comida...enfim... tudo foi crescimento, tudo foi diversão em Deus. Rimos muito, rimos da cultura do outro e em tudo vimos como há riqueza nisso tudo!
“Amado meu, sou teu, sou teu...” Definitivamente sou do meu Amado! Sou extremamente feliz por tudo o que Deus me permitiu viver através das pessoas e dos lugares que conheci. Ver na simplicidade dos ribeirinhos o motivo pelo qual Jesus doou sua vida por nós. Senti no calor do abraço sincero das crianças a necessidade de doar ainda mais a nossa vida pela missão e saber que ainda é muito pouco diante de tanto sofrimento e esquecimento.
Não me doeu só o coração, mas a alma em saber que alguns de meus irmãos marajoaras comungam o Corpo Eucarístico de Jesus uma vez no ano, que são tão esquecidos pela sociedade, porém, não são esquecidos por Deus. Tenho a segura certeza de que Deus olha por cada um, e que pela misericórdia tem cuidado todos os dias deles.
Tanto cuida que tem enviado missionários de diversas partes do país para ajudar naquilo que é mais urgente. Simplesmente amei conhecer a casa de missão, amei ainda mais conhecer os missionários que livremente decidiram dar esse tempo para a Missão Marajó. Louvado seja Deus pela vida de vocês. Louvado seja Deus pela Missão Marajó!

Grazielle Laís Miquelino
Andirá



Notícia Postada em 01/08/2014 por: Grazielle Laís Miquelino

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